Foi a 30 de Setembro que tudo aconteceu

Malta jovem se junto e um novo núcleo apareceu

No Bola D´Ouro cresceu a ideia “fenumental”

Com 30 bácuros fazer o maior Núcleo de Portugal

E a ideia foi em frente e até um simbolo criámos

Para de emblema servir um esbelto porco adoptámos

De aposta em aposta, ao futebol na praia

O que nos parte a carola “é um belo rabo de saia!”

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

Sexta-feira, é pronúncio

Domingo, Agitado

Sábado, é dia de Fé

“Finau de Semana é Sagrado”

Lá, lá, lá, lá lá……………Lá, lá, lá, lá lá…………

Já passamos por muito juntos e vamos aguentando

Agarrados às Bejecas e aos amendoins no “Fernando”

Sempre sempre em discussão, por vezes não joga o baralho

Há a irritação da ordem, “ó pá vai mas é para o caralho!”

Nasceu do nada a união que muitos anos durará

Bem expressa nesta canção, a qual ninguém esquecerá

Foi a 30 de Setembro que tudo aconteceu

Malta jovem se juntou e um novo Núcleo apareceu

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

Lá, lá, lá, lá lá…………….Lá, lá, lá, lá lá………

Lá, lá, lá, lá lá…………….Lá, lá, lá, lá lá………

quinta-feira, agosto 04, 2005

Epicentro

  • Damien Rice - The blower's daughter


  • Por altura da celebração do aniversário de um amigo, este decidiu juntar um grupo, e como é habitual, a opção recaiu num jantar. Até aqui nada de novo, não fosse a aura que se desencadeou durante o convívio, e que despoletou uma “erupção” genial.

    A noite foi espectacular, como seria de esperar com tantas “pessoas bonitas” e a festa durou até ás tantas.

    Estes jantares de aniversário, comuns em todo o lado e a toda a gente, têm sempre muita animação, mas este particularmente teve uma aura diferente, responsabilidade do aniversariante, que conferiu à data (a sua) um título interessante e “sui generis” :
    - O epicentro

    Esta denominação diz muitíssimo, e a interpretação do momento será feita por cada um.

    O que acho interessante, se pensarmos um pouco nisto, é que encontraremos um ponto de equilíbrio entre as nossas vivências anteriores, e o ponto de partida? para experiências futuras.

    Não resisto a transcrever um texto que encontrei por aí…

    “ O epicentro da idade – os trinta (s)

    Epicentro – s.m. região da superfície terrestre, por cima do hipocentro, onde é máxima a intensidade de um abalo sísmico e onde ele atingiu em primeiro lugar a superfície do solo (Do gr. Epi + kéntron)

    There is a common myth that most damage will occur near the epicenter of the earthquake, or that the epicenter is synonymous with "ground zero." However, the earthquake epicenter is typically not the point at which most damage occurs. The fault rupture can be tens of miles long and waves are generated along the entire length of the fault.

    HIPOCENTRO (O FOCO)
    Es el punto en la profundidad de la Tierra desde donde se libera la energía en un terremoto. Cuando ocurre en la corteza de ella (hasta 70 km de profundidad) se denomina superficial. Si ocurre entre los 70 y los 300 km se denomina intermedio y si es de mayor profundidad: profundo (recordemos que el centro dela Tierra se ubica a unos 6.370 km de profundidad).
    Desculpem a retórica, mas é necessário enquadrar bem o tema.
    E também esclarecer desde já, que não se trata de minimizar todas as outras etapas que vamos vivendo, à medida que o tempo passa e nós a caminhar para uma qualquer espécie de fim (ou renascimento, conforme as crenças de cada um).

    Trata-se tão-somente de enaltecer o presente (gozem o que têm e o que vos vai acontecendo, caramba!), sendo que para isso podemos acreditar que existe um foco, para o qual contribuem os factos do passado e que poderá ter (tem!) impacto no futuro.

    Segundo as leis geológicas, existe um hipocentro – local no interior do planeta, onde a energia que se vai acumulando ao longo dos anos, é por fim libertada.

    Como no ser humano.
    Acumulamos experiências e sabedoria e chegamos a um ponto, em que tomamos consciência do nosso potencial, daquilo que somos, e algo em nós explode.

    Queremos interagir com o mundo e redimensionar a nossa vida.
    Quando isto acontece, tal como nas leis da física que regem os fenómenos naturais, este foco de energia liberta-se e provoca um “terramoto”, ao deixar sair cá para fora o que fervilhava no interior. E nesse momento, à superfície, nasce o epicentro.

    Sofremos um abanão. Que pode ter impacto não só neste ano (2005), como também poderá ter repercussões e efeitos à distância (qual tsunami) ou a longo prazo (quiçá enriquecer a próxima década).
    A nossa superfície é feita de todos aqueles que nos rodeiam, do trabalho, das actividades que nos preenchem o tempo (exercitam o corpo e estimulam a mente).

    Tenho 2 teorias.
    1- O epicentro de cada década
    2 – O epicentro da vida
    Para mim, nesta fase do meu viver, ambos coincidem.

    Para vivermos bem connosco e com a vida, há que acreditar que cada década tem o seu quê de especial e único.
    Acredito que é de facto assim.
    A infância, a adolescência, o ser adulto e também a chamada “velhice”, têm todas elas o seu encanto particular e em cada fase vamos vivendo por vezes, situações repetidas, mas com olhares e emoções diferentes.

    Aquilo que para mim distingue a “era” dos trinta anos, é que não somos ainda considerados velhos, mas também já não somos vistos como novos. Existe aqui uma comunhão plena do corpo e do espírito. O físico ainda está em boa forma e mistura-se com a maturidade.

    É liindo!

    Aos vinte a vida passa por nós. Aos trinta nós passamos pela vida.
    Aos vinte gozamos os momentos porque sim, porque sabe bem, quase como por impulso.
    Somos insustentavelmente leves.

    Aos trinta prolonga-se o gozo, numa espécie de zen.
    O prazer que retiramos de tudo o que vivemos e fazemos é mais profundo. Temos mais preocupações, mais contas a pagar, menos tempo, a leveza do ser torna-se sustentável, mas tudo isto serve para nos mostrar que o tempo livre de que dispomos tem que necessariamente ter maior qualidade (por ser mais escasso e por ser vivido de forma mais intensa).

    Percebemos que há pequenas coisas que nos podem fazer felizes e que na grande maioria das vezes é preciso tão pouco para ser feliz.
    Tenho momentos de felicidade agora, como aos vinte.
    Mas a consciência que tenho deles e a plenitude que me invade, é agora muito maior.

    Considero esta década o auge.
    Gosto disso.

    Nota: A verdade é que pensando bem, uma boa parte daquilo que sou (leia-se tudo o que vivi/aprendi nos últimos 15 anos) resulta da partilha de momentos e espaços inundados pelo espírito do NAB. Se calhar, também esta espécie de terramoto interior se deve à interacção com muitas das pessoas ligadas ao núcleo. Esta é a minha forma de dizer:
    Obrigada a todos. ”

    Penso que este texto, ainda que não exclusivamente dedicado ao NAB, irá “mexer” com todos aqueles que directa ou indirectamente sentem o espírito da “coisa” e vivem a nossa MÍSTICA.

    Até breve

      20 Comments:

      Anonymous Anónimo said...

      É pá!!!!
      Este post é mais complicado que o " no divã com..." , é mesmo o mais tramado de todos.

      Voltarei aqui quando estiver recuperado do abalo sismico, consciente que não estarei ao nivel deste bonito texto, parabens a quem o escreveu, mas voltarei.

      4/8/05 02:15  
      Anonymous Anónimo said...

      Já tive o meu tempo de adaptação. Acho este post fantástico, mas vou comentá-lo por partes.
      Num unico comment seria demasiadamente "maçador" para os restantes, tanto é o que tenho para dizer sobre esta erupção.

      Primeiro dar os parabéns ao autor e incentiva-lo a continuar a libertar-se... aqui ou noutro espaço qualquer.

      Começo pelo fim.
      "A verdade é que pensando bem, uma boa parte daquilo que sou (leia-se tudo o que vivi/aprendi nos últimos 15 anos) resulta da partilha de momentos e espaços inundados pelo espírito do NAB."

      Não poderia estar mais de acordo com a influencia que exerce em todos nós. Não me refiro ao Nucleo em si como uma espécie de irmandade, mas sim como a uma espécie de sol sobre o qual gravitam planetas em volta, que somos todos nós, uns mais distantes que outros, mas que temos como referencia o mesmo. Reparo que formei um grupo de referencias na minha vida que provêem da mesma época, que se foram aglutinando e se mantém inalteradas.
      O NAB representa um "sol" com planetas dentro de uma galáxia enorme que é a vida de cada um de nós.
      São muitos anos...

      Acho que este post necessitaria de um "brainstorm"...

      4/8/05 10:10  
      Anonymous Anónimo said...

      É um texto esmagador, tanto naquilo que tem de intrusivo se não nos distanciarmos dele, como naquilo que tem de triste se o compreendermos, no entanto no meu caso, não me revejo em grande parte do que é dito.

      Intrusivo porque, independentemente da opinião escrita pelo(a) autor(a), o assunto em si sugere a partilha de vivências muito pessoais, condizente aliás com o espírito deste Espaço.
      Triste, porque não me revendo no texto, considero que hoje menos que nos 15, nos 16, nos 20 e nos 20 e muitos, sou muito menos intenso do que já fui.

      Os 30 são para mim o desdobramento do eu, assumindo muitos papéis, muitas funções tendo que ser em muitos lugares. Antes estes eus eram um só, intenso, narcísico, conciso, concêntrico e podia até ser excêntrico.

      Hoje com tantos papéis e funções e tarefas e objectivos, posso até ser excêntrico, mas sem dar por isso, já não me vejo tanto ao espelho, até porque os 30 aí, foram padrastos.

      Sinto que todos os crescimentos e evoluções porque passei, ao contrário do(a) autor (a) nunca foram serenos. Primeiro uma explosão, um conflito um contratempo, e depois na adaptação por vezes rápida, por vezes lenta, com ou sem dor, com ou sem lamento, com ou sem riso, com ou sem negação dá-se o crescimento. Os terramotos porque passámos, para mim não significam por si só crescimento, o que nos fez crescer, em sentidos diversos e em velocidades distintas creio que foi a adaptação que cada um de nós teve que fazer perante esses mesmos terramotos, que não foram para todos certamente os mesmos.

      Hoje depois deste post, sinto-me ainda mais excêntrico, pois certamente o Universo em que habito é longínquo e bem diferente. Vejo-me rodeado de sois, sendo um deles o NAB, e transito facilmente de orbita em orbita, sou um electrão livre, também com funções, tarefas, papéis e objectivos.Confesso que me dá um imenso gozo co-orbitar com os diversos planetas do NAB.
      Abraço

      4/8/05 23:50  
      Blogger regista said...

      "Seize the day"

      ... é mais ou menos isto que encontro quando procuro o meu epicentro.

      As erupções dos anos transformaram-me em alguém que vive intensamente...
      Diria que me apaixono...

      Dou o exemplo do copo:
      Já o vi meio vazio, hoje vejo-o meio cheio...

      5/8/05 01:05  
      Anonymous Anónimo said...

      Pois...
      Não é bem aquela história de que se fala por aí, de viver cada dia como se fosse o último (é um bocadinho fatalista), mas sim de retirar o máximo de cada dia. Se calhar, em termos sociais, sou hoje bem mais superficial e fútil do que quando tinha 16 ou 20 anos. A palavra chave é equilíbrio. Sinto-me verdadeiramente bem assim. Para além disso, tenho hoje mais certezas, segurança e sobretudo, paz. Acho ainda, que tenho efectivamente tendência para romancear tudo o que me vai acontecendo (bom ou mau, tudo há-de ter um propósito - acredito piamente nisto)... para mim, esta é uma das belezas da vida. E vivo melhor assim.

      O meu registo é muito próximo do do regista - carpe diem.

      5/8/05 14:39  
      Anonymous Anónimo said...

      Etelvina, porque não ficámos a falar calmamente em frente da lareira, com uma garrafa de vinho (que depois vai ficando à temperatura ideal) nas calmas noites de Abrantes?

      Teriam sido momentos bem aproveitados.

      5/8/05 15:38  
      Anonymous Anónimo said...

      Antes de mais quero pedir desculpas ao grande
      escritor de canções pelo meu abuso e ousadia.

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      a principio é simples, anda-se sozinho,
      passeasse nas ruas bem de vagarzinho,
      está-se bem no silencio e no burburinho,
      bebe-se as certezas num copo de vinho,
      e vem-nos à memoria uma frase batida,

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA

      pouco a pouco o paço faz-se vagabundo
      dá-se a volta ao medo e dá-se a volta ao mundo
      diz-se do passado que está moribundo
      e bebe-se um alento num copo sem fundo
      e vem-nos à memoria uma frase batida,

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA

      e é então que amigos nos oferecem leito
      entra-se cansado e saia-se refeito
      luta-se por tudo o que se leva a peito
      bebe-se e comesse, alguém nos diz bom proveito,
      e vem-nos à memoria uma frase batida,

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA

      depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
      olha-se para dentro e já pouco sobeja,
      pede-se um descanso por curto que seja,
      apagam-se duvidas num mar de cerveja,
      e vem-nos à memoria uma frase batida,

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA

      e enfim de uma escolha faz-se um desafio,
      enfrenta-se a vida de fio a pavio,
      navega-se sem mar, sem frio ou navio,
      bebe-se a coragem num copo vazio
      e vem-nos à memoria uma frase batida,

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      e entretanto tempo de cinzas na brasa,
      outra maré cheia virada maré vaza,
      nasce um novo dia e no braço outra asa,
      brinda-se aos amores com o vinho da casa
      e vem-nos à memoria uma frase batida,

      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA
      É NAB, É NAB, É GALIA, É GALIA

      Dedico esta pequena brincadeira a todos os meus grandes amigos
      Que acabaram por cair nas teias da DROGA.
      Quero aqui fazer um grande agradecimento pessoal ao NAB pois
      de uma forma indirecta foi o grupo que me fez acreditar que se podia
      ser irreverente e ser eu mesmo ( extremo direito!!!) sem cair na tentação que bateu à porta de tantos dos nossos amigos,

      È este o epicentro e a maior recordação que encontro no NAB,
      sei que agora sou muito menos critico e irreverente,
      quer queira quer não os anos pesam e
      “elas não matam mas moem”,
      mas sei que continuo muito feliz

      um abraço muito especial ao padrinho do meu filho.

      Obrigado a todos
      Pedro Abel

      5/8/05 16:07  
      Anonymous Anónimo said...

      Outo abraço para Ti Pedro Abel.

      Ontem estive a ouvir o " J´Arrive" do Brell, pena não ter à mão uma Borba reserva de 1977

      5/8/05 17:28  
      Anonymous Anónimo said...

      Ó meus amigozze...

      Excêntricos, concêntricos, em busca do epicentro, lareiras, vinho, campo, conversas, amizades, Sérgio Godinho e agora Jacques Brel (O Grande) com o apoteótico: -J'arrive!

      Tá-se bem.

      Deviamos era estar todos juntos, na rua a gozar o Verão - está uma noite fantástica!

      5/8/05 23:46  
      Anonymous Anónimo said...

      Eu estive na rua a gozar o verão, acabei de chegar do Estoril.

      Aquelas coisas que nos mudam o Dia aconteceu uma hoje, acabei de ter uma breve troca de cumprimentos com o Prof. Adriano Moreira, Talvez isto não vos diga nada, mas para mim foi uma possibilidade de contactar com uma das minhas figuras do seculo e isso não tem preço.

      6/8/05 00:09  
      Anonymous Anónimo said...

      Diferentes estados de excitação...
      Estou cilindrado com o filme que acabei de ver...

      "A million dollar baby"... soberbo!!!

      A minha maneira de encarar o tema deste post...Está tudo lá!!!

      6/8/05 01:41  
      Blogger regista said...

      Desculpem-me (em especial ao aautor) a alteração da musica do Post, mas foram "netobrigações".

      A escolha recaiu neste "Forever young", sem qualquer espécie de querer recuar no tempo...

      7/8/05 20:53  
      Anonymous Anónimo said...

      Podia estar aqui a escrever sobre este brilhante texto mas não me apetece... apenas digo que estou decidido a comprar uma bela prancha de surf e um belo fatinho para começar a ir curtir umas ondas... é assim que vou vivendo o meu epicentro... Se alguém estiver interessado...

      Fiquem bem.... Abraços e beijos...

      8/8/05 00:28  
      Anonymous Anónimo said...

      Também já pensei em tornar-me um surfista.
      Já estou a deixar crescer o cabelo :):):)

      Mas tenho que experimentar o joelho, por isso antes de gastar umas notas, vamos mas é marcar um fds em sagres, que eu arranjo quem nos dê as primeiras dicas.

      Já somos 3 com vontade, isto ainda lá vai...

      8/8/05 01:11  
      Blogger regista said...

      Meus amigos, vai uma xixa...
      nao da para escrever muito pois nao encontro as letras no teclado.

      vamos dar um mergulho...

      16/8/05 11:15  
      Anonymous Anónimo said...

      PPl!Já ouvi falar em Long Boards... acho que é disso que eu preciso!!!! Ou será "Large Board"!?!? Seja como fôr... qd vierem de Sagres, que tal exprimentarem o melhor Spot da Europa?!?! Vemo-nos em Peniche!

      Acho que só me falta a companhia para tentar essa aventura!

      Um abraço, oh pessoal!!!!!

      16/8/05 11:17  
      Anonymous Anónimo said...

      Gosto particularmente do conceito de epicentro como ponto de contacto entre o eu e o que me rodeia.Gosto da ideia da interacção com o mundo como que por erupção, desencadeando á nossa volta reacções ao que de nós irrompe. Gosto de pensar que tudo o que somos, somo-lo porque acumulámos experiências e juntámo-las com aquilo que nos é transmitido genéticamente. É isto mesmo que nós somos: uma mistura explosiva. O acumular de experiências faz com que todos nós acabemos por nos moldarmos e por tentarmos melhorar o encaixe entre aquilo que somos de base e tudo aquilo com que temos que viver. Este moldar, esta constante busca adaptativa, desagua sem que nos apercebamos, num todo tão global que já não permite distinguir o genético do apreendido e nos refugiemos muitas vezes num evasivo “eu sou assim”. Ninguém “é assim”. Ninguém é hoje igual ao que era há 10 ou 15 anos. Não acredito na cristalização do ser.
      A forma de viver não é intemporal. As coisas acontecem no espaço e no tempo e só neste contexto podem ser entendidas.
      No meu caso, tenho de lidar com algo que me inunda cada vez mais o espírito. Tenho a sensação constante de que o tempo passa e o que cada dia rouba de mim não é proporcional ao que eu dele consigo extrair. Já não consigo pastorear despreocupadamente o tempo como algures no passado o fiz. Aquela imagem gasta do tempo a escapar entre os dedos das mãos como a areia da praia assenta-me que nem uma luva.
      Hoje, empurro-me constantemente para tentar sorver algo mais do que aquilo que me é proporcionado pela leveza não do ser mas da existência. Não sei se estou a ser demasiado exigente com a vida...se calhar estou. Não é à toa que quero saltar de pára-quedas. Quero porque estou no epicentro dos 30 e foi algo que nunca fiz. Mas não vou estranhar se ao saltar, durante o vôo, dê por mim a pensar que podia estar com o meu filhote, ter ido ao cinema ou estar a ler um livro...

      17/8/05 01:12  
      Anonymous Anónimo said...

      férias no ano do epicentro
      máxima - sempre no máximo (roubada a um membro do NAB)
      Curta - dizer bora lá a quase tudo (afinal a vida é mesmo curta)
      comes&bebes - perceves&cerveja
      mínima - adeus dieta
      música - mesmo no meio de gomo(s) (d)e toranja, damien, i can´t get my mind off (of) you
      vistas - surfistas...resmas! escolas de surf em peso e também surfers avulso (e aos molhos)...
      Com a adesão que já li nestes comentários, qualquer dia temos o "calcio" do NAS!

      18/8/05 23:11  
      Anonymous Anónimo said...

      ...então seja
      férias no ano do epicentro:

      5 estrelas
      - calor e água muito quente
      - corais e peixes de todas as cores
      - shisha
      - A mun ra ( o gajo era o maior!!!)
      - O povo portugues (é o maior em qualquer lado!!!)

      4 estrelas
      - Hotel de 5 estrelas só mesmo na Europa???

      3 estrelas
      Comida (para frango já basta os do Ricardo na selecção)

      2 estrelas
      - Air luxor
      - musica (gritar também eu grito)

      1 estrela
      - Negociar qualquer coisa. Não há pachorra para trabalhar nas férias...
      - Eu pensava que Shumachers só havia os irmãos da F1...
      - Afinal os beduínos existem?

      futuro - vem aí o surf... mas também aposto no mergulho, paraquedismo e ciclismo, se for a subir...

      20/8/05 02:57  
      Anonymous Anónimo said...

      Where did you find it? Interesting read domain name register online credit report printer cartridges merchant account Healthcare risk management certification program

      25/4/07 08:34  

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