Furry Lewis 1928

Deambulando de memoria em memoria, estilo "in illo tempore" do Trindade Coelho, vejo associado a cada reencontro com o passado, uma musica, um autor, um cantor, como se os momentos que recordo tivessem anexo uma "Banda Sonora" deles fazendo parte, como se fosse a chave para identificar qual o sentimento que atribuo à própria recordação.
Muitas vezes uma Musica pode ser o motor, a origem de um estado de alegria ou tristeza inexplicável no imediato. Após revolvermos o nosso “Baú”, reparamos que em dado momento da Vida um acontecimento ou uma fase, tinham uma "escolta" feita por um LP, faixa, programa de rádio, Banda, cantor ou estilo musical.
Quantas vezes ao ouvir o "Depois do Adeus" sou assaltado por um sentimento de alegria e nostalgia, sendo o mesmo com a marcha "Living in a Ocean Wave" vulgar "Marcha do MFA", coisas distintas, propósitos diferentes, despertam em mim a mesma memoria e o mesmo sentimento, associação obvia dirão os prezadíssimos Confrades, o mesmo não dirão da " parelha" de Álbuns “City to City” do Gery Raferty e da Banda Sonora do Neil Diammond para o Filme Fernão Capelo Gaivota. No entanto estão os dois na mesma gaveta das minhas memórias.
Em finais dos anos 70 o meu Pai ficava a preparar aulas até de madrugada e tinha por companhia estes dois álbuns que ouvia repetidamente. Eu tinha-os como música de embalar.
Temas que não sendo da nossa especial preferência, recordam-nos momentos únicos e, felizes ou não.
“Passengers” do Elton John, Verão de 1984 em Sto António da Caparica,
“In the Navy” transporta-me para 1996 e uma Noite de Agosto numa Discoteca de Palma - “Tyto´s Place”. “Porto Covo” leva-me à Vila Alentejana do mesmo nome, quando no Verão de 90 passámos por baixo dos taipais construídos no centro da terra que serviu de inspiração ao Carlos Tê, e que limitava a assistência pagante dos borlistas ao concerto do Rui Veloso... (como a minha forma física é outra, hoje ficaria lá entalado a ouvir "...havia um pessegueiro na Ilha..."); lembram-se os que estavam comigo acampados no Parque de campismo da Ilha do Pessegueiro? E os Pink Floyd em casa do Pinto? E a fase Punk em casa do Zé...Sex Pistols, Clash, Ruts, Mata Ratos, sempre em " altos berros"
Neste passeio pelo passado não me reporto unicamente a musicas.
Que dizer do facto de ainda me lembrar de que " a Rádio Renascença está a emitir com os Emissores de Braga, Faro, Gardunha, Guarda, Lamego, Lisboa, Lousã, Mendo, Monchique, Montejunto, Portalegre, Porto e Valença" ou " Em Orbita com o patrocino da Sado-Mar empresa de navegação e transito".
Em meados de 80 ficava até de madrugada a ouvir " O 2 do Quelhas" do Paulo Fernando. As frases, "chamo-me Fernando estou-me marimbando", " para que não lhe falte mesmo nada...e Eu que saiba!", " ai basta, basta que é Fidalgo!" jazem latentes, e recorro a elas quando não quero dizer nada.
Nessa altura também ouvia os "Intocáveis" onde fazia parte do cerimonial ouvir a frase " este disco é intocável mas felizmente não é inquebrável, por isso vamos parti-lo!".
Tudo isto ouvido baixinho, não que estivéssemos na Noite Negra do Fascismo a ouvir a Rádio Argel, não! Apenas tinha aulas no dia seguinte e " amanhã tens de acordar cedo pá!!!"
Os cantores de intervenção no pós 25 de Abril não me transportam só para os Anos da Brasa. Em Oitentas ouvia insistentemente o " Cantigas do Maio" (o Abel tinha o vinil em casa, foi o primeiro álbum que lhe pedi emprestado em 1986) de onde saiu o Grândola Vila Morena, faixa esta que associo à 1ª Infância.
Os Blues do Delta, Robert Johnson, Charlie Patton, Son House foram a minha companhia numa rocambolesca viagem numa madrugada de temporal, a caminho de Sines. Acampámos durante a "borrasca" num ínfimo iglô, debaixo da bátega de água, passando 2 dias a ouvir os Mestres...
…sempre que oiço "I´ll turn your money green " abro o guarda-chuva… e já lá vão 12 anos!!!
E o Tema "Tirana", genérico do TV Rural apresentado pelo Eng. Sousa Veloso?
Quando o ouvia era sinal de alerta. Os desenhos animados vinham a seguir.
E as musicas que apresentavam o "Tempo de Governo"? "Tropicalíssimo"? magazine da autoria do correspondente da RTP no Brasil penso que era o Renato Varela, Pai da Renata Varela .
Como dizia o Poeta " vimos de muito atrás, muito atrás!"
Há 8 meses enviei uma listagem a um Confrade em que constavam as "Musicas da minha Vida", musicas ou álbuns que por uma razão ou outra me ficaram como selo de uma época ou momento.
Partilho-a convosco alterada da original porque, a memoria também é como as cerejas:
Puxa-se uma e vêem outras atrás
Certo que não apocarão dos meus fracos conhecimentos em Inglês (aceito correcções).
Que esta Lista seja ponto de partida para as vossas memorias muito pessoais e que connosco as possam partilhar
No dia em que o rei fez anos - Green Windows
Venham mais cinco - José Afonso
Cantigas do Maio - José Afonso
Fungágá da Bicharada - José Barata Moura
Fernando - ABBA
I love to love - Tina Charles
One Broken Heart for sale - Elvis
Olympia 1978 - Shadows
Jonathan Livingston Sea eagle ( Fernão Capelo Gaivota ) - Neil Diammond
City to City - Gery Rafferty
Love at the first (…) - Scorpions
Let’s dance - David Bowie
Golden brown - Stranglers
Estou de passagem - UHF
You beter be good to me - Tina Turner
Voice of America - Steve van Zant
Hatful of Hollow - Smiths
Graceland - Paul Simon
Soulsberry Hill - Peter Gabriel
The Queen is dead - Smiths
Love is for suckers - Black Sabath
Crossroad Blues - Robert Johnson
Them or Us - Frank Zappa
Fascinação - Elis Regina
Skin deep - Stranglers
Glory days - Bruce
Circo de Feras - Xutos e Pontapés
Minnie The Mootcher - Cab Calloway
Sitting on the dok of the bay - Otis Reading
On stage (Internacional Hotel Las Vegas Nevada February 1970) - Elvis
Tanto Mar - Chico Buarque
You got to help me - Sonny Boy Williamson
Alahoa from Elvis in Hawai - Elvis
Living in a Ocean wave ( MFA ) - Desconheço????
Baby Jane - Rod Stewart
O Ladrão - Vomito
LaJavanese - SergeGainsburg
43 Comments:
Grande recordação que o Gualdim traz ao nosso espaço!!!
Estou totalmente a jogar em casa!!!
As lembranças associadas a musicas são imensas, algumas tristes por momentos marcantes na vida, mas a grande maioria motivo de imensas alegrias e momentos de boa disposição.
Poderia estar a escrever durante horas, mas não o vou fazer, apenas recordar o Rod Stewart e uma cassete que tinha com várias musicas, e que eu e uns amigos ficavamos a ouvir à noite, no parque de campismo da ilha do Pessegueiro. Corria o ano de 1990...
Faz-me ainda lembrar que na noite em que não tivemos musica, e porque tinhamos de ir embora de manhã cedo, num dos turnos, o vigia adormeceu, e noutra ocasião, o vigia ao acordar o próximo, foi surpreendido por uma recepção com uma faca de mato... grandes recordações que este post me traz!!!
O lado B era Eagles.
O Renato tinha uma cassete com Osvaldo Montenegro, alternavamos estas duas cassetes
Love is for suckers é dos TWISTED SISTERS.UM ABRAÇO
Hoje ouvi na rádio, quando vinha do trabalho para casa a "paixão" de Rui Veloso, que teve a sua época de ouro quando era cantada em unissono em pleno estádio da luz, corria o Mundial de juniores de 1991, que terminou como todos sabem com a vitória da equipa das quinas sobre o Brasil.
Foi uma época marcante, em que a musica de referencia nos estádios, para além do hino, era a "Paixão" e "Não há estrelas no céu". Eram 120.000 vozes... (assim já não há!!!)
A musica que até nem é nada de especial, tornou-se uma referencia.
Mas ficou como associação directa ao titulo do futebol.
Lembrei-me disto...
E lembrei-me também de o magalhães organizar um coro no ano que que o carlos Paião ganhou o festival da canção com "Plaback". O rapaz fazia de Paião, e nós de coro, e lá ensaiavamos até sair na perfeição.
O Palco era na igreja baptista...
"Podes não saber cantar,
nem sequer assobiar,
com certeza que não vais desafinar,
em playback, em playback, em plabayck... ficou até hoje!
ao anonimo
Grato pela correcçao, caiu um mito. É o mal de fazer "mix" em K7 e não apontar as musicas, penso que depois dessa vinham os Judas Priest com "breaking the law", foi uma K7 gentilmente gravada pelo Heavy em 1989.
Gualdim, a banda sonora está agora mais de acordo, concordas?
Ao Gualdim
Julgo saber quem és, entende-se que tenhas trocado Seagull por sea eagle, sempre com belicismos...
Caro Gregorio Matilha
Ou direi antes Gregory Peck...sempre com trocadilhos foneticos.
Já tinha dado com a coisa, transformar uma gaivota em Missil Mar-Ar é obra.
És bem vindo camarada.
Ao galope!ao galope! à carga! à carga!
Escolher Gualdim Paes para nome codificado, "sempre com as suas caganças Sr. Oliveira"
Mantenha a discriçao nosso 1º
na listagem faltou referir o toque de "silencio à unidade"
O gualdim com estes gostos musicais fica logo identificado.
Ainda és "culto" ?
...e o Power Slave, não te diz nada?
À Anonima
A Srª Drª sabe muito bem que deixei a "cultura" para trás à muito, alem disso vê-se, assim como o Power slave que é só uma memoria.
Já não nos viamos à quantos anos!?, mas para isso basta-lhe subir 3 andares.
Podes sair, já te vi!
O Gregorio é Bufo!
Estive a ver o arquivo, eras "podre"!!!
A Srª Drª
Estou fora até ao proximo post
Agora é que estamos a leste com as "private joke"
A Srª Drª devia concretizar o que quer dizer com "Estive a ver o arquivo, eras "podre"!!!"
Quer dizer que parecia uma maça com alguns dias de frutaria?
Cheirava mal?
Era como aquelas miudas capas de revista que agora aparecem em manual destacavel na FHM? (se era este o caso andei distraído)
A curiosidade nunca matou o gato.
Aguardo ansiosamente !!!
Quero dizer que o Gualdim era de " subir aos postes e apalpar o cu às lâmpadas".Claro que andou distraido, não acredito que o Cronista lhe faça o genero.
A Drª
De forma alguma, Drª
O meu género é a intelectual ou a desportista, e no primeiro caso gosto de uma boa surpresa (aqui se calhar encontro semelhanças com o cronista).
imagine a tal situação de uma Drª (peço desculpa pela utilização de um titulo identico ao seu, mas é mesmo este o indicado) morena, estratégicamente envergonhada,e o cabelo apanhado, que esconde por detras deste cenário interessante uma verdadeira fera. Esse é um dos meus géneros, dos tais que fazem subir aos postes...
...e já agora para não se perder o tema do Post, imagine para completar o cenário, em musica de fundo, o "sympathy for de devil"
enquadramento perfeito!!!
Regista.
Não tenho nada contra as suas fantasias com o Cronista. Podemos mesmo entrar numa a três, o Gualdim era um Desportista Intelectual...estamos em sintonia com Ele e Voçê comigo.
A Drª
concretize, Drª...
Parabens ao Gualdim, com o seu conhecimento militar e esta "Play List" podia perfeitamente ter feito rádio na nossa terra:
"Good morning Galia...!
Em relação á Drª, deve ter feito o curso superior na Cresce do Jardim Central. Para ela recordo-me do nome de uma musica dos Iron Maiden " The number(name)of the besast"
Saudações a todo o NAB
Cantigas do Maio
Regista
Sem duvida que não é do tipo intelectual, mas ainda assim se fôr desportista...? pode ser que sim.
Terei eu percebido demais e o anónimo menos que o desejável.
Ao Cantigas do Maio
Tambem tinhas o Hot & Heavy dos Scorpions o melhor deles com o Virgin Killer
Ayala, vê se te recordas desta
Qual a tua melhor interpretação de "Burning love", da qual existe registo fotográfico e tudo?
Ajuda - 1991
O Burning Love foi o 2º tema tocado pelo Presley no espetaculo de Honolulu "Alahoa from Elves In Hawai" de 1973.
Não me lembro de em 1991 o ter interpretado para mais com registo fotografico
Mas tens isso?
Afirmativo.
1991, Montegordo após um jantar de marisco (na altura ainda muito mais barato em Ayamonte).
O elenco já tinha uns copos a mais, e a perfomance fazia lembrar o "Rei" com menos 30 cm e 40 kilos.
O que não condiz é o micro que por acaso acabou por ser uma garrafa de coca-cola.
Carnaval de 1991.
Nessa altura para fazer abdominais arrastava o moveis provocando um barulho insuportavel para um Turista Alemão, que chegou a fazer uma queixa na recepção do Hotel que já não me lembro do nome.
Lembro-me disto, do marisco, dum casino que não sei qual era, da viagem que fiz de Camionete Lisboa ( Eduardo VII)-Montegordo
Mas não estou a ver a Foto
Aparthotel Guadiana
O casino era o de Montegordo
A foto tenho eu, e a musica era o Burning love!!!
faltou referenciar um adereço do performer:
As cabeças das gambas na ponta dos dedos:):):)
Sou um artista! como é que sabes que era o Burning love?
São 80 GB de memória...
3 Lps marcantes que não foram referidos mas marcantes quanto a mim:
Guitarra Portuguesa e Movimento Perpetuo de Carlos Paredes
10 Fados sentidos de Carlos do Carmo
A aleatoriedade da memoria do Gualdim não chegou lá.
Cumprimentos
...com letras de José Carlos Ary dos Santos.
Bem lembrado Tótó
Quanto ao avante camarada, se iniciarmos uma play list com as musicas com Letras do Ary que marcaram de alguma forma a nossa vida...a primeira que me salta é o Cavalo à Solta.
" Minha laranja amarga e doce, meu poema..."
a segunda é Estrela da tarde" Era a tarde mais longa de todas as tardes que no acontecia, Tu não vinhas tardavas e Eu entardecia...era tarde tão tarde que a boca tardando no beijo mordia, quando à boca da noite nasceste qual Rosa tardia..."
digo de memoria , espero não ter cometido um crime
Momento de poesia no Blog, com a tua licença caro Regista
Estrela da Tarde
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
José Carlos Ary dos Santos
Já devo estar a abusar
Cavalo à solta
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
José Carlos Ary dos Santos
agora é que o Regista perde a paciencia
Letra de Jorge de Sena e Musica de Jose Afonso
Epigrafe para a arte de Furtar
Roubam-me Deus
Outros o diabo
Quem cantarei
Roubam-me a Pátria
e a humanidade
outros ma roubam
Quem cantarei
Sempre há quem roube
Quem eu deseje
E de mim mesmo
Todos me roubam
Quem cantarei
Quem cantarei
Roubam-me Deus
Outros o diabo
Quem cantarei
Roubam-me a Pátria
e a humanidade
outros ma roubam
Quem cantarei
Roubam-me a voz
quando me calo
ou o silêncio
mesmo se falo
Aqui d'El Rei.
Momentos de poesia, num espaço recheado com as "estrofes" com que pincelamos as nossas vidas, não é mais que uma homenagem a todos nós.
O regista tem pena que não haja (ainda) forma de ouvir estes poemas declamados.
Sugere ainda que se faça uma sessão em que o Ayala declame tudo o que escreveu.
Beeemmmmmmmm...estou siderada. Já aqui não vinha há uma eternidade...e agora, para além da música (parabéns Gualdim pela ideia do post!) até há poesia.
E p'ra não variar, fartei-me de rir com alguns dos "piropos".
eterna fã
raquel
Sun rise, sun rise...
Lindas passagens desses génios que marcam a história deste jardim á beira mar plantado.
Até amanhã camaradas
Enjoyed a lot!
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