Foi a 30 de Setembro que tudo aconteceu

Malta jovem se junto e um novo núcleo apareceu

No Bola D´Ouro cresceu a ideia “fenumental”

Com 30 bácuros fazer o maior Núcleo de Portugal

E a ideia foi em frente e até um simbolo criámos

Para de emblema servir um esbelto porco adoptámos

De aposta em aposta, ao futebol na praia

O que nos parte a carola “é um belo rabo de saia!”

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

Sexta-feira, é pronúncio

Domingo, Agitado

Sábado, é dia de Fé

“Finau de Semana é Sagrado”

Lá, lá, lá, lá lá……………Lá, lá, lá, lá lá…………

Já passamos por muito juntos e vamos aguentando

Agarrados às Bejecas e aos amendoins no “Fernando”

Sempre sempre em discussão, por vezes não joga o baralho

Há a irritação da ordem, “ó pá vai mas é para o caralho!”

Nasceu do nada a união que muitos anos durará

Bem expressa nesta canção, a qual ninguém esquecerá

Foi a 30 de Setembro que tudo aconteceu

Malta jovem se juntou e um novo Núcleo apareceu

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

É NAB, É NAB, É NAB, É NAB, É NAB

Lá, lá, lá, lá lá…………….Lá, lá, lá, lá lá………

Lá, lá, lá, lá lá…………….Lá, lá, lá, lá lá………

quinta-feira, março 17, 2005

Os "Relógios Suiços"

Estava a pensar em escrever qualquer coisa para actualizar o blog, e os temas que me iam surgindo eram muitos e bastante diversificados.

Foi difícil optar, mas acabei por escolher um, relacionado com uma determinada altura da nossa vida, que marca uma fase de “emancipação “ e “afirmação”, onde nada iria ser como dantes!!!

O primeiro carro.

Talvez hoje se possa dizer isto – o meu primeiro carro – mas quando foi a minha vez, e certamente a de muitos outros, não foi bem assim…
A estória era outra!!!

Lembro que com dezoito, dezanove anitos, lá fui eu tirar a carta (acho que custou para aí uns 55 contos).
O objectivo era comprar (lembro-me bem) um Fiat 127!!!

Nessa altura, já alguns aceleras, andavam nas horas, com as suas bombas.
Lembro-me do Meg, com o seu mini verde que fazia dele um verdadeiro Fangio (aquele carro andava muito).
Foi depois trocado por um corsa azul que “dava” 110Km/h em segunda (um record)!!!

O Zé Fonseca alinhou pelo mesmo diapasão, com o seu “grande” mini (acho que era bordeuax) a fazer as delícias da malta.
Não sei se couberam 22, mas que era o autocarro do clube, era. Sofreu sempre da mesma maleita – não gostava de parar, vá-se lá saber porquê...

O Abel que utilizava com frequência o Austin Montego da familia, fez um "outsourcing" com um bate-chapa, e optou por renovar a carroçaria. Normalmente não tinha culpa...

Apareceram, depois outras modas:

O Bento criou a do Tubarão!!!
Fez tanto sucesso que mais tarde foi seguida pelo míudo Cajó.
Um escolheu branco, o outro preto.
Fantástica espécie de “automóvel”.
Nas curvas, a chave que supostamente deveria estar na ignição, ía dar uma volta pelo meio dos tapetes. Não havia problema, pois o pendura lá dava o jeitinho, e o passeio continuava.
Ainda se vêm por aí alguns…

O João impressionou com um carro (na altura) militar.
Um wolkwagen Passat, preto para ser discreto.
Não tive o prazer de “viajar” nesta bomba, mas deve ter muito que contar…

Nesta época, para Orlando que “tinha cara de míudo, mas era muito rodado” não havia segredos quando de carros se falava.
Já tinha tido o seu belo “espada” cinzento, com bancos corridos à frente, que davam muito jeito para as “meninas”.
Se o Zézé Camarinha tivesse um destes…
Nas horas vagas, quando a paixão dava folga, era o meio de transporte do povo. Levava meio mundo!!! Gastava um balurdio… mas como eramos muitos...

No meio do parque automóvel que já teve, de destacar um Nissan 100, e claro o famoso Xô Solteiro, aquele que teve um desaguisado com uma varanda, e por ultimo o gémeo relógio Suíço.

O Hugo, já era uma vedeta e teve um Wolkswagen Carocha Cabriolet, branco.
Carro para o engate, claro está.
Mas o dinheiro que sobrava para manter o nível, devia ser pouco, pois aquilo gastava que se fartava.

Eu, porque foi mais barato, fiquei com o que era da família – um Renault 5 C encarnado, claro.
Foi um veículo que também teve seguidores, pelo menos no Bento e na Raquel.
Um casal com dois carros iguais é um espectáculo:
- Vamos no meu ou no teu?

Era uma viatura espectacular. Bons amortecedores. Nunca me deixou ficar mal!!!
A estreia foi numa viagem até vale de Lobos, e o corajoso que me acompanhou na missão foi o Pedro Oliveira.
Era noite como convém… menos trânsito dá sempre jeito quando tem que se fazer tudo ao mesmo tempo:
Olhar, reduzir, olhar outra vez, travar, olhar para o outro lado, fazer ponto de embraiagem, tornar a olhar, rodar o volante e fazer pisca ao mesmo tempo quando só se tem duas mãos, UUFFF!! (dava jeito ter outro par de olhos ao lado, por isso escolhi um gajo calmo!)

Outras espécies foram surgindo.

O Pedro Oliveira boicotou o esquema dos clássicos e teve um Fiat Panda 750 Fire. Verde com uma risca vermelha na traseira.
Foi um sucesso. Não tinha chave no depósito, e um dia lá foi o tampão… mas numa missão de comandos, lá foi…substituído.
Era um carrinho jeitoso, com um barulho do motor característico, e tinha o “ar”.

Lembram-se do “Ar”. Era um espectáculo um gajo dizer:
Abre o “Ar”…

…E lembrei-me que também se dizia amiúde:
Tira o pé da embraiagem e mete a segunda…

Eram carros tratados com carinho.
Uns “dormiam” com um cobertor ou um plástico no motor durante a noite, em dias de frio, outros ficavam estacionados em descidas para de manhã “arrancar” sem problemas, outros ainda, levavam com spray para “desentorpecer”… era uma paixão a nossa relação com os nossos brinquedos.

Exerciam sobre nós uma força tão grande, que ainda hoje o Carlos Nunes é conhecido pelo “Pi do Renault 19” – fantástico!!!

Mudam-se os tempos, mudam-se os…carros.
Agora é Audis, Volvos, Jeeps, carrinhas, etc, etc, etc.

É melhor, pois claro que é melhor…

Mas tive pena de não ter um 127…

16 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Já soltei uns sorrisos a ler isto. Realmente não escapou quase nada ao cronista de serviço. A afeição era tal ainda outro dia vi um tubarão à venda perto de casa e pensei para com os meus botões que se tivesse um sítio onde guardar o bichinho, o comprava e depois ía recuperando o bólide devagarinho até ficar num brinco. Mas nem tempo nem espaço para o efeito há disponíveis...

17/3/05 15:06  
Anonymous Anónimo said...

Grandes bombas!
Devo lembrar que não foi feita nenhuma referência aquilo que quem sabe esteve na génese do já famoso "street racing" efectuado na Vasco da Gama.
Lembram-se dos desafios constantes do Praia sobre se "queres ir à recta do Palácio?"
Na altura apresentava um "musculado" ford Fiesta!!!

17/3/05 16:11  
Anonymous Anónimo said...

Tirei a carta em 03 de Setembro de 1993, o meu instrutor era o Sr Antonio, ficou-me na memoria a frase nele muito recorrente " Com jeitinho Sr Oliveira,com jeitinho vai-se ao cuzinho a uma formiguinha!"
O primeiro carro que conduzi encartado foi o Tubarao do Cajó,à porta de um Estudio que existia em Queluz de Baixo,puxei o ar ao maximo e os pontos de embraiagem saiam na perfeiçao.

Já nao me lembrava do Renault 5 do Regista, era CP qualquer coisa...?

O Sinistros do Abel, davam um manual de analise de risco para as Seguradoras

O Joao Baixo tinha um Marina 1.8 que gastava que se dezunhava,fomos para o Parque da Ilha do Pessegueiro com ele , na que penso ser a primeira grande viagem do Joao.

A proposito de Fiat 127, não sei se já contei que no dia 16 de Agosto de 1977 esta a bordo de um de matricula BT-71-20 a caminho da Caparica, quando sobe pela radio da morte do Presley.

A primeira vez que andei no tubarao do Bento foi no Monte Abraao, durante a manobra de tirar o carro , foram duas porradas..." paresse que bateu?", curioso que o Pedro Abel teve a mesma reacçao no mesmo sitio um ano depois " paresse que bateu?" e bateu mesmo tinha a porta toda para dentro!

Do Panda poucas recordaçoes tenho, o meu Irmão utilizou-o muito mais, era um carro cheio de vicios, mas subir os cabos de Avila com 4 gajos abordo era uma sensaçao unica, o Pedro que me corrija, julgo que tinha de pôr a 2ª ou 1ª

Mas saudades mesmo tenho do Clio, 130.000Km quando o entreguei para a troca, o motor nem se ouvia...um relogio françês.

17/3/05 16:20  
Anonymous Anónimo said...

O Regista tem uma memória de elefante e que o torna um patrimonio intelectual único e incontornável das nossas memórias, li mais uma vez com muita emoção, coisas que me recordo e outras que não me lembro mas acredito piamente, como o facto de ter amparado o "virgem" Quim-Zé na historica viagem a Vale de Lobos. Gostava aqui de lembrar duas viagens históricas, uma a Porto Covo e que até deu para o pessoal andar a fazer tempos cronometrados dentro do Parque de Campismo(autenticas PEC de WRC), se não me engano até co-piloto havia, tenho a certeza porque me lembro de ir ao lado do Zé no seu R5. Lembro-me igualmente de um desmancha-prazeres ter sugerindo ao pessoal que parace com aquele rallye, acenando com as mãos na berma do troço, possivelmente encostado a alguma tenda. Ao mesmo tempo, que o pessoal mostrava as suas aptidões como piloto numa área indiscutivelmente adequada como um Parque de Campismo, onde o asfalto não existia e onde a qualidade de condução e viatura ficavam mais evidenciadas, ao mesmo tempo, tentava o Cá-Jó, com a ajuda do velho "Bode", sim porque o Abilio já foi "Bode", fazer um Control C - Control V (Copy / Paste) de um Iglo igual ao seu, mas felizmente o jeitinho de mãos, nunca foi algo que se identificasse com o Núcleo, assim o Iglô do Cá-Jó ficou para sempre na memoria de todos com a sua arquitectura Gaudiana, se calhar uma premonição do futuro que o esperava na Catalunya.
Acho que o Regista, lembra-se disso e tem esta odisseia na calha para outros post, mas isto é como as cerejas (umas coisas puxam as outras) e já agora, a proposito de Porto Covo... não, não vou falar do Luis Smile, nem do Sapo, nem do Abel e da sua famosissima educação para com as mães que o questionavam sobre as suas intenções para com as filhas, nem das moças de Beja e dos seus assedios para com rapazes sérios como nós (e com diz o Padre Américo: "não há rapazes maus..."), iria apenas lembrar o Marina do João Baixo, um carro inacreditável e que julgo ser a peça de museu mais interessante de todo o espólio referênciado, não me esqueço da posição de condução baixissima, mesmo a sportivo e um braço enorme o que dava um estilio do caraças a passar caixa.
A outra viagem que gostava de lembrar aqui, foi da casa do Zé, à central de camionagem do Campo Pequeno, numa madrugada, em que alguns lagartos partiam rumo a Bologna para assistir a mais uma epopeia do Sporting na Taça UEFA, estavamos então no fim do Inverno de 91, indo o Sporting nesse ano morrer na praia, ficando-se pelas meias finais em Milão frente à Internazionale. Dessa viagem ficar-me-à na memória, julgo que não só da minha, mas de todos os que participaram naquele Transfer da Oscar Monteiro Torres ao Campo Pequeno à condução do Bento, foi um show inesquecivel ver o homem a mudar de faixa, por tudo e por nada, sem piscas, sem nada, travagens em cima, em suma um espetáculo, e isto foi uma viagem de 10 Km de madrugada e obviamente sem transito. O que é curioso é que julgo que ficaram remanescencias desta tipologia...

Agora uma nota séria e que vai deixar o pessoal doido pelo esquecimento e ao mesmo tempo emocionado pela lembrança:

Atenção espero que estejam todos sentados antes de ler as próximas linhas.


Ó REGISTA, NESSA PROSA TODA NÃO TE LEMBRASTE DO LOCAL MAIS ENIGMATICO, MAIS POÉTICO PELA SUA INTANGIBILIDADE, QUAL CANTO X DOS LUSIADAS DO NOSSO CAMÕES, OU DOS MOINHOS DE VENTO DA SAGA DE CERVANTES, LOCAL DE MUITAS CITAÇÕES E FERTEIS EXERCÍCIOS DE IMAGINAÇÃO, USADO COMO FORMA DE AMEAÇA E DE PÓR EM SENTIDO MUITA ARROGANCIA AUTOMOBILISTICA PROPRIA DA NOSSA GERAÇÃO EM INÍCIOS DOS 90!
EIS A FAMOSA, A ÚNICA, A EXISTENTE, A INEXISTENTE, A INATINGÍVEL, A MÃE DE MUITA, MUITA IDIOTICE...
VOLTA PRAIA, TÁS PERDOADO!!!!

A RECTA DO PALÁAAAAAACIOOOOOO!!!!!

MEU AMIGO REGISTA, VÁ-SE CONFESSAR, SUGIRO MESMO FLAGELAÇÃO, PORQUE FALAR DE AUTOMÓVEIS E NÃO FALAR DAS CENTENAS DE METRO DO FAMOSO TROÇO E DE TODO UM IMAGINÁRIO QUE LHE ESTÁ ASSOCIADO É GRAVE, MUITO GRAVE!

Mas isso agora também não será o mais importante porque a falha foi corrigida, interessa é recordar o tom ameaçador com que o tema era abordado, a seriedade das conversas em volta deste tema, prova que o ambiente do Nucleo, tal como dizia o nosso amigo Carlos Luis: "deste lado estão os normais, mas isto já fica do lado de lá..."

Grande Abraço.

17/3/05 16:33  
Anonymous Anónimo said...

Porra! demorei tempo à brava a escrever isto e qual não é o meu espanto, já lá está um comment sobre o assunto, lamento, mas quando iniciei o comentário ainda não estava lá nada.
Não sei quem é, mas neste momento odeio "aquele que queria ser piloto", frustrou-me pela sua lembrança antecipada

17/3/05 16:41  
Anonymous Anónimo said...

...Ainda bem que como diz o meu amigo "um dos sócios vitalícios", "...isto é como as cerejas (umas coisas puxam as outras)" e novas lembranças vão surgindo.

Efectivamente a recta do Palácio é um marco histórico do NAB.

Lembram-se que o inicio era onde é agora a entrada para o Palácio (saída do IC 19 correspondente).

Mas as memórias dos carros e viagens vão surgindo em catadupa.

... e aquela "épica" viagem a um restaurante em Nafarros, onde em plena varzea de Sintra, os pilotos e suas máquinas se cruzavam em sentidos opostos, quando o destino final era o mesmo.
O climax surgiu quendo o Bento passa com o seu polo-carrinha, naquela condução típica "em cima do volante", com o cigarro no canto da boca e os limpa para-brisas a trabalhar.

Sobre Porto Covo confirmo os troços e os co-pilotos (tive a oportunidade de ser um).
Nesse fim-de-semana caiu uma árvore em cima do meu CP-33-57 que com os seus 45 cavalos e suspensão francesa, não era o melhor exemplar para tempos (apenas fez uma passagem).

Sobre os carros e viagens, estou esperançado (fica o toque em jeito de picanço) que aqui, dos participantes (satisfeitos ou não) ainda alguém fale dos famosos 200 Km de punhe...

17/3/05 17:35  
Anonymous Anónimo said...

É verdade, meu amigo Regista, estavamos num sábado (14 ou 15) de Julho de 1996, nos anos do Sapo onde lhe oferecemos uma camisola de guarda-redes Puma, igual à do Guarda-Redes da Rep. Checa, Kouba. Essa foi das viagens mais absurdas porque passámos, autentico filme no-sense com argumento John Cleese. Lembrei-me da celebre tournée Tomar/Midões/Serra da Estrela, onde ficam para a História os "banhos" do Meg ao Zé, selado com aquela chegada triunfal a Midões do Zé em 2º lugar com um pião semi (muito semi) controlado. Mas tambem é preciso lembrar que o Meg já tinha um Corsa e o Zé ainda tinha um R5, também que já era uma versão evolution, mas não deixava de ser um R5.
Já agora a minha pandereta era PH-73-87, nunca pus uma primeira para subir os Cabos Avila, isso é uma falsidade escandalosa e apelo às pessoas a não falarem daquilo que não sabem. Aquilo até chegava aos 140 Km...
Abraço.

18/3/05 00:36  
Anonymous Anónimo said...

Enquadramento macro-geográfico:

Viagem Vila Nova de MilFontes-Lisboa.

Enquadramento micro-geográfico:

Jeep UMM Alter Turbo Amarelo (ex-jeep do Jacinto que para alguns dos convivas é um dado interessante).

Acção:

1º grande concurso de auto-esgichadela em recinto fechado.

Participantes:

Velho Abilio
Praia
Luis Nuno
Pirão
Zé Fonseca

Jurí e condutor do veículo:

Nuno Bento

Resultados Finais:

1º classificado: Zé Fonseca
Ultimo classificado: Pirão ( concluío a sua prova à chegada à ponte)

Incidências dignas de nota:

-Zé Fonseca impôs-se aos restantes adversários pela intimidação, apresentando uma equipa de grande envergadura física. Para além disso, não se inibiu de fazer jogo sujo (sujou a perna do gordo), deixando psicológicamente afectado este adversário que teve de interromper a sua prova para limpar a perna.

-O Praia usou a táctica de fazer rir os adversários, e segundo o mesmo na flash interview, ficou lesionado durante 2 dias (um inchaço de esforço).

-O velho Abílio não quis correr em 2 campos. Como ía sentado ao lado do condutor, ainda houve quem sugerisse que ele se chegasse á frente de forma a que este também pudesse participar.

-Menção honrosa para o Pirão. Não é fácil um gajo ficar sozinho em prova e correr isolado durante meia hora. Só prova que mais vale quem quer do que quem pode e que o desporto leva o ser humano a ultrapassar os seus limites.

Havia mais incidências dignas de interesse, não sendo este forum o mais adequado para o efeito...

1 abraço.

18/3/05 10:33  
Anonymous Anónimo said...

Mais uma alusão às cerejas...(mas só alusão mesmo)
Lembro-me de tanta coisa associada às viaturas da malta...e a momentos inesquecíveis. Por exemplo: lembro-me dos jipes...que, apesar de propriedade da UMM, fizeram parte de momentos históricos vividos na época áurea do NAB.

Lembro-me da "escalada" de uma íngreme encosta na praia da Assenta. Acho que os protagonistas da aventura foram o Praia, o Abílio, o Fonseca, o Nuno Bento, já não sei se o "Gordo" também fazia parte da comitiva. Mas lá que fiquei impressionada, fiquei. Não só pela proeza em si, como pelo vocabulário utilizado entre pares (muito à macho, pois então!) para entusiasmar uns, desmoralizar outros ou simplesmente para descarregar a adrenalina.

A grande viagem para o Algarve (rumo ao evento sensação do ano – a deslocação do núcleo de Queluz para o parque de campismo de Monte Gordo), tipo grande Odisseia dos outros gauleses, com o Formiga, Meg, Abílio e NBento, para reunião alargada com toda a irmandade em tempo de excepção!!!
E o meu conhecimento de palavrões e insultos não parava de aumentar!!!! Homem que é homem ou “gajo que é gajo”, tem que pôr os outros “gajos” todos de rastos – descobri que é normal, tão natural como a nossa/vossa sede. E tenho que admitir que era impossível não deixar escapar sorrisos ou mesmo gargalhadas, uma ou outra vez, por piores que fossem os termos utilizados (o Meg batia todos aos pontos). E isto, com a atenuante de uma presença feminina, que presumo (apenas presumo) deveria ser um factor inibidor.

Tenho que admitir que o meu contacto com todo este universo, constituiu para mim a entrada num mundo novo – admirável mundo novo! Assim tipo choque frontal (cá está a alusão ao carro neste aparte), mas tá bem…
A primeira ou segunda vez que conheci alguns dos membros do NAB, foi todos nús, todos nús (bis) - o Praia dava o mote e o resto do pessoal cumpria integral e escrupulosamente – na praia da Ericeira e uma outra vez – como se uma primeira não bastasse - na Assenta.

O jipe foi ainda um eficaz e económico veículo de transporte, em caso de mudanças de casa.

O mini do Fonseca
Só me lembro dos gritos, dos braços de fora, das asneiras, das graçolas – mais uma vez o Praia no seu melhor!!!
Lembro-me de uma boleia para o Terreiro do Paço, porque ia para a Festa do Avante.
Lembro-me de tanta coisa e juro-vos que nunca pensei poder sentir tanta saudade.

18/3/05 14:41  
Anonymous Anónimo said...

O meu amigo Regista nem sabe o que perdeu. Andar naquele Wolkswagen Passat, nascido em 1974, era pura adrenalina.
Era um carro do c....
Ainda hoje, me recordo dos arranques que fazia com ele (1500 c.c. e provavelmente para cima de um porradão de cavalos).
Recordo-me que era um carro com muita sede (saia ao dono na altura). E, não era só gasolina. Semana sim, semana não, lá tinha que lhe dar uma latinha de oleo.
Recordo-me da 1ª grande viagem que fiz - SÃO PEDRO DO SUL - coitadinhos dos meus pais. Acho que foi a partir daí que lhes terão começado a aparecer os primeiros sintomas de problemas cardiacos.
Rara era a vez em que saia para uma viagem mais longa, e que não necessitava de fazer uma paragem estratégica. Pena é que estratégicamente a paragem não era nada conveniente. Ora era a Panela do escape que caía; ou o deixava de funcionar a ignição; ou era a bomba de àgua......um verdadeiro curso de mecânica. Um reparo para quem só teve carros novos: "VOCÊS SÃO UNS MERDAS, QUE NÃO SABEM O QUE É UM CARRO.....SÓ SABEM METER MUDANÇAS, ACELERAR E TRAVAR....BARDAMERDA".
A imponência militar do Passat (forma afectuosa como é vulgarmente tratado por aqueles que o admiram) era impressionante.
Recordo-me também de uma vez que vinha de Estremoz, e que ao passar por um brigada, em vez de me mandarem parar, me fizeram continência. Um Luxo.
Recordo-me de ir para Sao Pedro do Sul (com os meus pais e o Joao Miguel) e de ter tentado travar, e........ter de me desviar para a berma para não bater....e, de na berma ver os policias da brigada a correrem para o monte ao lado da estrada. Pareceu-me que estavam com medo que o Passat não travasse......ESTUPIDOS (aquilo não tinha ABS, mas faltava pouco...às vezes a estrada é que não ajudava).
Também eu gostava de um dia poder voltar a ter aquele carro. A última vez que soube dele, foi à mais ou menos 10 anos. Parece que tinha sido comprado por um animal qualquer e que andava a acartar sacos de cimento com ele. Triste sina a que um belo carro tem para o fim da sua vida. Buáaaaa (estou inconsolável).

18/3/05 14:50  
Anonymous Anónimo said...

Já se fizeram referências a quase todas as "bombas", cada um puxa por aquele que gostou mais, os mais antigos e invulgares geraram um carinho especial, mesmo daqueles que não eram seus donos.

Falta uma referência a um dueto que pela sua genialidade merece um lugar de destaque nestas crónicas, e como o "condutor" não defendeu a sua dama, talvez por desconhecimento das novas tecnologias ao serviço do Nucleo, faço uma referência ao Nuno Heavy e o seu famoso Fiat 600, bordeaux.
Este carro merece ser considerado, muito justamente como "A peça do museu de memórias" do NAB.
Não só pelo carro que era, mas também pelo que deve ter sofrido nas mãos de tão hábil prodígio do volante.

Gostava ainda de dar a minha opinião sobre os comentários que li, e confirmar que a expectativa que me foi criada via e-mail estava correcta - morri a rir com os relatos.

Tenho de dar os parabéns ao Guru pela forma como recriou o "1º grande concurso de auto-esgichadela em recinto fechado" e recomendar ao regista que pense seriamente em divulgar de forma pormenorizada este acontecimento.
Confesso que fui às lágrimas.

Obrigado a todos

18/3/05 17:28  
Anonymous Anónimo said...

meus amigos é verdade ...é só rir... mas quantas viagens ainda estão por falar...quem não se lembra de uma viagem da Assenta para Queluz sem luzes e sem travões...sabem a recta da força aérea de Sintra pois é fomos parar ao outro lado da faixa de rodagem ...faixase pensarmos que a terra batida é sempre uma alternativa... sabem qual era o carro ? Já advinhiram ?

É verdade é um Mini DR....... não sei esses dados de cabeça.. E uma viagem ao Cartaxo em que dois estúpidos ficaram a dormir no Mini , já que a SRªPATA e amigas não nos deu guarida.... Havia tanto para dizer ...cruzamento Vale de Lobos...Bairro da Boavista só com um banco na frente....e é verdade fiz muitas viagens ao serviço do Núcleo sem receber um tostão.... não podia abandonar o passado sem lembrar a incursão na cozinha de um campista em Monte Gordo e o espelho que o Bento deixo na recta de Oeiras....se ainda houver dúvidas de quem é realmente um "piloto" fiquem sabendo que ensinei alguns a conduzir...e estou pronto para ir com qualquer um .........sabem onde!!!!.

18/3/05 23:06  
Anonymous Anónimo said...

Alguem se lembra de uma certa viagem a Cascais...

No trajecto Queluz - Cascais, passei o tempo todo a encostar o pára choques da minha máquina infernal (R19)ao pára choques de um outro "tubarão" que por acaso foi aqui esquecido, um FORD ESCORT (branco)!!!!!!!
O condutor de tal veiculo... acho que recem encartado na altura... era um tal de "Cerberus Exageradix"

Como devem calcular, alegre foi toda esta viagem, até chegar a Cascais pelo menos. Fomos parquear as "máquinas" naquela estradinha á beira da praia em Cascais (um pouco mais á frente do Hotel Albatroz).

Lembram-se que após ter estacionado o meu bólide... de frente e á 1ª... sim... á 1ª!!! O "Cerebelo" ao querer estacionar atrás de mim... pura e simplesmente raspou aquele "Frigorifico" no meu "sempre reluzente" veiculo!
Ainda estou a ver a cara daquele animal... com aquela porcaria a raspar no meu carrinho e a encolher-se todo... mas para que era bom... não parava!!!
Haja paciência!!!

5/4/05 10:56  
Anonymous Anónimo said...

O cerebelo nunca foi um exemplo de condução.
Uma vez quando vinha do ténis no estádio nacional, a bordo daquela máquina branca, ainda se virava para Queluz no IC 19 em frente à casa da Vera, disse-lhe:
-Agora, vai reduzindo para parar mais lá à frente.
E o atrasado parou um pouco mais à frente de onde devia,em cima do outro carro.
O jeito está-lhe no sangue...

5/4/05 19:39  
Anonymous Anónimo said...

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5/2/07 00:30  
Anonymous Anónimo said...

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